sábado, 13 de janeiro de 2007

Cipreste-comum (Cupressus sempervirens)


Árvore emblemática na paisagem mediterrânica, quer rural quer urbana, talvez seja por essa omnipresença, que a este cipreste lhe chamem "comum" (que de resto é mesmo excepcional)!

A sua copa colunar que pode atingir os 30 m de altura, distingue-o entre todas as outras espécies arbóreas.

Esta copa em forma de "vela" levou-o a ser plantado nos cemitérios para em permanência "velar pelos que já partiram". Mas também o tornou símbolo de ligação entre a Terra e o Ceú, tornando-se árvore plena de espiritualidade, plantada nos claustros, pátios e hortas dos mosteiros medievais.

O nome científico é Cupressus sempervirens, o que quer dizer o "cipriota sempre-verde", ou seja:

1. proveniente do Mediterrânico Oriental (onde se situa Chipre) e Ásia Menor; a sua importância nas paisagens gregas e romanas é assinalável, existindo até semelhanças entre a área ocupada pelo Império Romano e a actual distribuição do cipreste-comum (é por isso que de há tantos séculos utilizado em Portugal, já a consideramos "tradicional" na nossa paisagem).

2. sempre-verde, alude por sua vez a dois aspectos: árvore de folha perene, mas também longeva - há exemplares com 1000 anos e chegar aos 500/600 é "comum" neste cipreste! O seu crescimento é rápido nos primeiros anos, mas depois torna-se lento com o passar do tempo.

Espécie monóica, com as flores masculinas em cones amarelos nas pontas das folhas e as femininas agrupadas, destas surge o fruto - umas sementes aladas, tão leves que são precisas 150.00 para fazer um kg; estas sementinhas mantêm-se encerradas aos 8 a 20, numas glábulas compostas por 10-14 escamas e que primeiro são verdes tornando-se cinzentas quando amadurecem.

As folhas são em forma de escama, situação característica a outros ciprestes.

A espécie adapta-se bem a qualquer tipo de solos (menos os húmidos), mas prefere locais ensolarados aos sombrios; resiste bem aos ventos e às altas temperaturas.

A sua madeira - aromática, resistente e durável - é muito apreciada em marcenaria, tendo sido usada pelos egípcios para fazer sarcófagos, pelos gregos para fazer móveis e pelos carpinteiros medievais para as arcas da época.

Dele também se extrai um óleo essencial com propriedades benfazejas aos sistemas circulatórios, digestivos e respiratórios.

Aqui perto de casa só há dois exemplares, isolados e afastados entre si, mas felizmente bem adaptados e já com cerca de 4/5 m de altura, preparados para crescer nos próximos 500 anos!

6 comentários:

espertinha disse...

E os japoneses acreditam que a madeira do cipreste resiste tanto tempo como a idade que tinha quando foi cortada. Eu tive a felicidade de *cheirar* um que tinha sido cortado com 1700 anos!

um barco na ponta da língua disse...

Muitos parabéns pelo seu blog!
É bom saber que há mais pessoas sensíveis ao que não é para comprar.
Um abraço floral,

Susana Neves

spartacus disse...

eu adoro utilizar o esta cupressacea nos meus projectos. Geralmente utilizo esta especie para quebrar com a horizontalidade ou entao para pontuamento.
UM abraço ...Bruno
visite: http://www.arquitecturadapaisagem.blogspot.com/

Patricia disse...

Pois eu adoro tb ciprestes: mas fui ver o preço,pois pretendo plantar alguns no meu jardim e são bastante caros: entre 20 e 500€, dependendendo do tamanho.
Acho que vou ter que dar mais umas voltinhas...

Anónimo disse...

Aprendi muito

Anónimo disse...

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